O que acontece aos seus bilhetes

O que é lido no seu iPhone, o que é enviado para ser assinado e o que nunca é guardado. Sem promessas de marketing.

O Kardin assenta numa ideia: os seus bilhetes, PDFs e fotografias não precisam de sair do seu iPhone para ter um passe do Wallet. Eis exatamente o que acontece aos seus dados, passo a passo, e onde estão os limites.

A versão curta

  • Ficheiros, fotografias e imagens da câmara são lidos no seu iPhone e nunca são carregados.
  • Só o conteúdo do passe que confirma é enviado para o nosso servidor, porque a Apple exige que os passes sejam assinados lá.
  • O servidor assina o passe, devolve-o e não guarda nada. Não há conta.
  • Sem análises, anúncios nem rastreadores na app.

A leitura de um bilhete

Quando lê um código, importa um PDF, escolhe uma fotografia ou partilha um ficheiro com o Kardin:

  1. O código de barras é descodificado com a leitura de códigos de barras integrada do iPhone. Nunca é adivinhado, gerado ou “corrigido” por IA: basta um carácter errado para o bilhete falhar à entrada.
  2. O texto vem da própria camada de texto do PDF ou, no caso de fotografias e digitalizações, do reconhecimento de texto da Apple efetuado no próprio dispositivo. Não há OCR na nuvem nem modelo de IA.
  3. Os dados (datas, horas, lugares, portas, recintos, nomes) são identificados por regras executadas no seu iPhone, e as cores vêm da imagem.
  4. Revê e edita tudo no ecrã de revisão antes de ser criado o que quer que seja.

O ficheiro original fica onde estava. O Kardin guarda uma pequena imagem temporária na sua própria cache enquanto revê, que o iOS limpa ao longo do tempo.

A assinatura do passe

Todos os passes do Apple Wallet têm de ser assinados com um certificado emitido para o programador da app, e a chave privada desse certificado nunca pode estar dentro de uma app: qualquer pessoa poderia extraí-la e criar passes em nosso nome. Por isso, a assinatura é feita no nosso servidor:

  1. Quando toca em Adicionar à Carteira, a app envia apenas o conteúdo do passe: os rótulos e valores do passe, o valor e o formato do código de barras, as cores e a data para o ecrã bloqueado. Não o ficheiro, não a fotografia, nem nada que não tenha visto no ecrã de revisão.
  2. O pedido circula por HTTPS. O servidor verifica-o (comprimentos, formatos, cores), assina o passe com um número de série novo e aleatório e devolve o passe pronto.
  3. Nada é escrito numa base de dados ou num ficheiro. Não há conta, por isso nada poderia ser associado a si de qualquer forma. O nosso serviço de alojamento, a Vercel, trata o endereço IP da ligação para entregar a resposta, como qualquer serviço de alojamento web.
  4. O seu iPhone mostra o ecrã Adicionar à Carteira da própria Apple, e o passe só entra no Wallet se confirmar.

No seu iPhone

  • A sua lista de passes: o Kardin guarda no seu iPhone os dados dos passes que adicionou (não os ficheiros originais), para que os possa abrir no Wallet, criar cópias corrigidas ou apagá-los. Fica no armazenamento privado da app, que o iOS protege com a encriptação do seu dispositivo.
  • Bloqueio da app: pode exigir Face ID, Touch ID ou o código para abrir o Kardin (“Definições” → “Pedir Face ID” na app). O Face ID em si é gerido pelo iOS; a app só fica a saber se a autenticação foi bem-sucedida.
  • Apagar: apague um passe no ecrã inicial (e escolha se também o quer remover do Wallet), remova todos os passes nas Definições ou apague a app.

Contra o que o Kardin não consegue proteger

  • As regras do próprio Apple Wallet. Assim que um passe está no Wallet, é o Apple Wallet que o controla: os passes podem ser abertos sem Face ID, podem ser sugeridos no ecrã bloqueado e são sincronizados com os seus outros dispositivos através de iCloud. É por isso que o Kardin não serve para cartões bancários, PIN, palavras-passe ou documentos de identificação.
  • O que está no passe. Qualquer pessoa que consiga ver o seu iPhone desbloqueado, ou o seu ecrã bloqueado quando um passe é sugerido, pode ver os dados e o código de barras do passe, tal como num bilhete em papel.
  • As verificações do organizador. Um passe criado com o Kardin tem o mesmo código de barras do original. A aceitação depende do recinto, da companhia aérea ou da loja.
  • Erros de leitura. A extração é automática e pode estar errada; é no ecrã de revisão que os deteta.

Privacidade

Todos os pormenores, incluindo os seus direitos e o site, estão na política de privacidade.

Comunicar uma vulnerabilidade

Se encontrar um problema de segurança na app, no serviço de assinatura de passes ou neste site, envie um e-mail para support@kardin.app com “Security” no assunto. Responderemos o mais depressa possível e não tomaremos medidas contra investigação de boa-fé que evite prejudicar os utilizadores e nos dê um prazo razoável para corrigir o problema.